Tuesday, February 07, 2012

I BootCamp OeSC-Livre em Xanxerê vem aí!

Me sinto realizado ao ver que está tudo se resolvendo rapidamente para, no sábado dia 10 de março, realizarmos um belo evento do OeSC-Livre no auditório da Unoesc em Xanxerê. :) Já saiu a chamada de trabalhos (até 18/2!), e espero que o pessoal da região submeta palestras interessantes sobre o que andam fazendo com Software Livre.

O que mais me deixa feliz é ver que neste ano vamos finalmente expandir nossos horizontes além da dupla Chapecó-Concórdia, onde o OeSC-Livre já está bem conhecido e tem participado regularmente de eventos e seminários. Está garantido o evento em Xanxerê, e acredito que está bastante certo um evento em São Miguel do Oeste.

Se o OeSC-Livre conseguir manter a regularidade, organizando pelo menos um evento por ano em cada uma dessas quatro cidades, acho que vamos realmente ter um impacto muito positivo na área de tecnologia do Oeste Catarinense. Vamos começando com pequenos eventos, acostumando o pessoal a participar e se ajudar na organização, e então quem sabe em um futuro próximo teremos eventos maiores e com participação muito mais expressiva. :)

Vale lembrar que o OeSC-Livre é um grupo de voluntários, que em geral têm família e trabalho para cuidar, mas que ainda assim acreditam que com pequenas ações organizadas e bem intencionadas aqui e ali vamos conseguindo semear as fundações de um movimento profundo e transformador. Se você é do Oeste Catarinense, participe do OeSC-Livre!

Wednesday, November 02, 2011

Someone please create a Multi-Tablet User Interface

With tablets becoming an increasingly viable option for manipulating all kinds of information, and with their prices coming down so much that we'll soon have people with multiple tablets (perhaps you have your new tablet, your old/smaller tablet and your phone (mini-tablet)), it is about time someone create a way to operate on all tablets at the same time, with them cooperating and alternating their function between data visualization, selection and specialized controls to affect the selected data.

Suppose I like to design race cars (really a supposition, since I don't know the first thing about it) and I'm having a coffee at my preferred café. The sinuous forms of the vapour coming out of the espresso inspire me and I fetch my main 12" tablet and start sketching with the digitizer pen (ThinkPad tablet has it) until I create a beautiful shape. I decide this could become a serious design, so I fetch my older, 7" tablet and pair it with the larger tablet as an additional control pad.

In this moment, I am able to select the shape I just drew on the larger tablet, and the smaller tablet immediately shows me the manipulations I can do with this object. Perhaps some color cubes, shading, texture, etc. Then I select another object on the larger tablet, and the smaller tablet again changes with inputs and manipulators for that kind of object. Perhaps the whole of it becomes a smart keyboard for me to describe my design, typing text into the larger tablet.

Now I want to easily rotate the shape around and watch it under different kinds of lighting. My phone has a digital compass, accelerometer and other such nice controls already, so I get my phone out of my pocket and pair it with the other tablets. I can immediately rotate my phone on the table and the design on the larger pad rotates accordingly. At the same time that I rotate or tilt the phone (and the design), I can slide my finger around on the 7" tablet to change how the lighting is positioned to achieve the effects I want to visualize.

Is this too difficult to implement? Certainly not, as we have everything we need, tablets and phones with bluetooth. Just throw the necessary bluetooth protocol in there for the pairing and exchanging of input events, and make applications aware of the fact they can ask the other paired tablets to represent any kind of input control they want. Or allow one tablet to "export" input controls into the others so that the other tablets would run those controls and feed the input events back to the originating tablet. I really think it would be easy to sit down and implement this kind of stuff with existing technology right now.

It is funny that months ago I dreamt about a computer made of transparent sheets of touchscreen-like material, and one could "unfold" it to allow for a larger operating environment, or even "rip" parts of it for smaller pieces of dedicated control pads. Each part of the remaining surface was able to present information and receive touch input, so you could start with a screen, but unfold it (like opening a transparent book) and have the lower portion present a keyboard, and then perhaps unfold that part again to the side, and that side-screen would present additional controls and input such as digital sliders and knobs. And then now I suddenly realize we can actually come fairly close to that with a Multi-Tablet User Interface. :)

Thursday, May 26, 2011

Fedora "Face" header for email


Express your love for Fedora in every email you send! Add a color "Face:" header in your email client using a very optimized 48x48 Fedora logo. The file is 628 bytes, and expands to 846 bytes in total when base64 encoded and after adding the "Face: " header name.

If your email client does not have a way to insert a Face header explicitly, but lets you add a custom header, here is the line claws-mail created for me:

Face:
iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAADAAAAAwCAMAAABg3Am1AAAAAXNSR0IArs4
c6QAAADNQTFRFgE1yJD1tKUFxLEh9MlOOP1aEOmetS2eaO263VmyVWITBbo
GkjaTHrr/Y0dzo7fL1/f/89Nam/gAAAAF0Uk5TAEDm2GYAAAABYktHRACIB
R1IAAAACXBIWXMAAAUzAAAFMwHIE+vbAAAAB3RJTUUH2wUaDwEFIUT8NAAA
Aa1JREFUSMetlumygyAMhSVA2GR5/6e9KIsgoHbmnh+dTns+EoEkbtsoqNo
+CG760f6CwEJf7SRphQx24FwpxTklU2Lwc2NdiHI7pxNiWF7ZULTjSAz5G1
/9wWlktCeGfExoZKWUrIsx+FVe3zvnvNUoZZ/VkJBLdmuUMkbLQ9gktUjIG
3qeA8WTaEIMQNogk84MMnE9xeCn5xO46xdWcoI5IHwKcK2AbU6w2CMxA2AK
pEPj/wXAO9A8dCTegbKtc+A4qR5oD+4GRAflUQkw8TuNSvaSUQNQhtL60Mv
vN38FjoVwv/svgkEPnIHRhlH2/IdBD9AUdg/zCDWfAiS/lNr6Q9l6yiJGO+
mBvBEYK1fExpLL3xwSNLpJ19SuhFhuXPUcahvrmmD8wLRvZHk1bkA+eQKfg
T7AI7A1APwIjLd10fcnKaUbAi9AfWiS2pgji8Fy31aSA9gHgOULnA4q921F
FpOrXg1EJWLx5JKwy0lXihy1O1RunlhOxtIWdFcMZj1Jc3lK7ZoiePCXimP
yiuDU06SuPUBkwhn+ONib33kcN4rTt/cAeNYPbxhz9x/7pCg2het4mQAAAA
BJRU5ErkJggg==

OK, this means you'll bloat every email you send with another 846 bytes. Here's how you can compensate:
1. Do not send HTML email. Ever.
2. Do not use a signature containing all your personal information.
3. Do not use large/useless disclaimers in your signature.
4. Make them count! Do not send crap or useless email. :)

Thursday, February 11, 2010

Acessando a FreeNode com SSL no xchat

Opa, essa é barbada, então resolvi escrever rapidinho a respeito. Agora não preciso mais me sentir envergonhado por causa da minha senha ridícula no nickserv!

Desde que migrou para servidores novos, a FreeNode permite o acesso via SSL na porta 7000. Para não ter que clicar naquela caixinha "accept invalid SSL certificates", o que seria meio besta, é necessário baixar o certificado que eles usam e instalar em um local em que o xchat o encontre. Cliquem com o botão direito sobre o link, e mandem salvar. Se clicarem direto com o esquerdo, o browser provavelmente vai querer instalar o certificado nele mesmo. :)

O xchat (ou será que é padrão da openssl?) acessa os certificados que estiverem em /etc/pki/tls/certs/ca-bundle.crt, que é um arquivão contendo vários certificados raiz de autoridades certificadoras. Pelo que vi, os cerificados estão todos concatenados neste arquivo em formato PEM. O certificado da CA usado pela FreeNode veio em formato DER, então é necessário convertê-lo para PEM com o comando abaixo:

$ openssl x509 -in GandiStandardSSLCA.crt -inform DER > GandiStandardSSLCA.pem

Depois disso é só concatenar no /etc/pki/tls/certs/ca-bundle.crt, o que eu fiz com:

$ sudo vim /etc/pki/tls/certs/ca-bundle.crt
Shift+G (vai pro final do arquivo)
:r GandiStandardSSLCA.pem
:wq


Agora basta abrir a configuração da rede FreeNode no xchat, clicar em "Use SSL for all the servers on this network". Aproveite pra verificar que a caixinha "Accept invalid SSL certificate" está DESMARCADA. Clique no servidor "irc.freenode.net", depois em Edit e mude para "irc.freenode.net/7000" para que o xchat conecte na porta 7000.

Depois disso é Close, desconectar, reconectar e pronto!

Verifique se nas primeiras mensagens durante a conexão aparecem:

* Looking up irc.freenode.net
* Connecting to chat.freenode.net (208.71.169.36) port 7000...
* * Certification info:
* Subject:
* OU=Domain Control Validated
* OU=Gandi Standard Wildcard SSL
* CN=*.freenode.net
* Issuer:
* C=FR
* O=GANDI SAS
* CN=Gandi Standard SSL CA
* Public key algorithm: rsaEncryption (2048 bits)
* Sign algorithm sha1WithRSAEncryption
* Valid since Jan 13 00:00:00 2010 GMT to Jan 13 23:59:59 2011 GMT
* * Cipher info:
* Version: TLSv1/SSLv3, cipher DHE-RSA-AES256-SHA (256 bits)


Pronto, não precisa mais ter vergonha se alguém sniffar em um cyber-café. :)

Update: o Zucco me avisou que ele apenas colocou o arquivo GandiStandardSSLCA.pem dentro do diretório ~/.xchat2/ e já funcionou. Eu devo ter lido alguma documentação antiga do xchat...

Tuesday, November 18, 2008

Fábulas de Esopix

Este post tem umas três partes que poderiam ter sido postadas separadamente, mas acho que não é assim que a gente funciona... então vai junto mesmo. :)

Eu sou fã de livros de bolso, os pocket books como os da L&PM Pocket e da Martin Claret. De certa forma, dá pra se argumentar que os pocket books são os precursores dos netbooks que estão invadindo o mercado hoje em dia, já que desde a segunda guerra os pocket books se tornaram sinônimo de informação com mobilidade, praticidade e preço baixo. Numa época em que os livros eram feitos em encadernações luxuosas, pesadas e caras (veja como se presta a representar notebooks tradicionais), de repente surgiu a idéia de criar livros mais simples e baratos para a população de baixa renda (OLPC, anyone?). Com o tempo, a popularização dos pocket books foi tão grande que qualquer banca de revistas os tinha à venda (Mobo nas casas Bahia e assemelhadas?), e então começaram a surgir as coleções de pocket books "de luxo", com uma encadernação mais refinada, porém ainda simples, e papel mais branco e resistente (com certeza quem leu até aqui consegue visualizar MSI Winds, Acer Aspire Ones e Mobo Whites da atualidade).

Acho que o papel dos livros de bolso na disseminação da cultura e da educação (instrução?) têm o mesmo papel que os netbooks carregados de software livre hoje em dia. O bom é que os livros de bolso não precisam de bateria e têm cheirinho de livro! Quer saber o que me dar de natal? Faça random(400) e me dê o livro de bolso com o número sorteado da coleção "A Obra Prima de Cada Autor" da Martin Claret. :D

Há algumas semanas eu e a Fran estávamos no ótimo Café Brasiliano, aqui em Chapecó, e lá tem estandes tanto da Martin Claret quanto da L&PM (é uma cachaça). Enquanto tomávamos café, eu percebi dois livros bem interessantes: Fábulas de La Fontaine (nº 200) e Fábulas de Ésopo (nº 182). Ambos possuem um pouco da história das fábulas, dos seus autores, e uma explicação a cerca do gênero literário que geralmente se encontra passando por fábula. É interessante saber que inicialmente poucas fábulas eram escritas para crianças, ao contrário do que se pensa. A grande maioria das fábulas se prestava a transmitir algum conhecimento moral ou simples experiência de vida para adultos se tornarem também menos obtusos (e na verdade, algumas me parecem puramente manipulação da massa iletrada).

A fábula é um misto de conto, provérbio e poema. Sempre tem uma lição de moral, mas para transmitir a lição faz uso de uma narrativa (se não tivesse a narrativa seria um provérbio). A narrativa pode ser em prosa (conto) ou em verso (poema). Um dos aspectos mais interessantes é o universo ilimitado dos personagens, já que na fábula tudo tem vida. Se fossem apenas narrativas sobre humanos com uma lição de moral, seriam parábolas. ;-) Mas na fábula se pode ver um musgo conversando com uma pedra, ou um deus e um mortal, ou ainda um pássaro, uma raposa e uma roseira. Essa liberdade faz com que o formato seja reconfortante, por nos levar de volta a um universo infantil e fantasioso, e até surpreendente, já que nunca imaginamos quem (ou o quê) mais sairá do plano dos objetos e se tornará sujeito de alguma ação para daí dar um sentido mais profundo para a narrativa (a "moral da história").

Pois bem, e o título desse post, afinal, o que significa?

Tenho lido várias fábulas de Ésopo e de La Fontaine, e um dia arrumando as caixinhas de CDs do OpenBSD na estante, de repente me caiu uma ficha daquelas: faz anos que os caras do OpenBSD vêm contando pequenas fábulas em cada uma das suas edições! A cada edição vem uma historinha no encarte da caixinha, contando com personagens (que são animais) um pouco do que aconteceu no projeto e no mundo do software livre nos meses anteriores à edição.

De repente me deu uma baita vontade de criar pequenas histórias nesse formato, usando personagens que representem projetos de software livre e outros players do mundo Unix em geral, de forma a divertir e informar (ou confundir) os leitores. Aí se fez necessário criar um pseudônimo para assinar essas histórias, e surgiu o Esopix. :D

Esopix foi um admirador do mundo Unix que viveu no final do século XX e início do século XXI e, temendo que as gerações mais novas pudessem esquecer as lições do passado, passou a documentar passagens que representassem a essência daquilo que "os antigos" aprenderam desde os tempos imemoriais. Ele não era muito experiente, e nem tudo o que ele escrevia era verdadeiro ou mesmo correto, mas pelo menos ele tentou deixar um legado em prosa ou verso das lições mais importantes que havia aprendido.

Espero que gostem do resultado... :)

Tuesday, November 11, 2008

OpenBSD no EeePC

Logo antes do evento TcheLinux em Santa Maria, o Filipe Rosset passou aqui em casa e me deixou emprestado um EeePC 701 (aqueles pretinhos minúsculos originais, certamente projetados por oftalmologistas) pra mim fuçar e eu resolvi instalar OpenBSD nele.

Baixei um snapshot para i386 (eu procuro comprar as caixinhas de CDs para ajudar (e porque são bonitas e divertidas) mas sempre instalo snapshots), botei num pendrive, bootei o pendrive e instalei direto no disquinho SSD dele (acho que é SSD né? não lembro direito). Foi até chato, instalou sem nenhum problema. O único ajuste necessário foi desabilitar o suporte a APM (config -ef /bsd; disable apm; quit), já que o BIOS do EeePC suporta tanto APM quanto ACPI mas na verdadade algumas coisas só funcionam bem com o ACPI mesmo e o APM fica atrapalhando.

Como era de se esperar, a WiFi Atheros não funcionou, e eu achei que a webcam funcionaria, mas também não funfou. Plugando outra WiFi em uma portinha USB o bichinho ficou bem divertido.

O que me lembrou disso ontem foi ver um commit no OpenBSD habilitando o suporte a modo bulk no driver de webcams USB, o que fez a câmera do EeePC 701 funcionar. Com as recentes atualizações no driver de DRM no kernel e no X, o EeePC teria também aceleração 3D por default (sem configurar nada). Só falta aquela porcaria de Atheros proprietária.

Juntando também o recente servidor de som nativo, com conversão automática entre formatos de múltiplas streams, o OpenBSD está ficando cada vez mais apetitoso no desktop... e acho que fica ótimo num netbook, por ser simples, completo e enxuto.

Estou curioso para ver como os snapshots mais recentes do OpenBSD se comportam num Acer Aspire One. Alguém discorda que os AA1 são os melhores netbooks atuais?

Monday, November 10, 2008

TcheLinux Porto Alegre 2008

"O evento foi tão bom que vou começar a blogar de novo por causa dele."

Mas bah! Me aventurei em uma viagem bate-e-volta para passar o sábado passado em Porto Alegre, saindo de Chapecó às 23h de sexta e chegando em POA às 5h30 da manhã de Sábado. Eu e o Filipe Rosset, bom amigo aqui de XAP que anda se enveredando pelo TcheLinux e pelo seu irmão caçula (e bem recente) XAPlivre. Chegamos na rodoviária, tomamos café da manhã e fomos pra PUC. Chegamos lá umas 6h30, acho. Fomos os primeiros a chegar e causar espanto nos guardas da PUC (um com chapéu vermelho e o outro com camiseta de pinguim), mas logo mais gente foi chegando, fomos nos apresentando (para os novos) ou botando os papos em dia (para os velhos conhecidos).

Como pra voluntário do TcheLinux não tem moleza, antes de termos um chimarrão pronto já estávamos arrastando mesas, abrindo caixas, ajudando a organizar a lojinha, o local para guardar os donativos, colando cartazes, preparando crachás, etc. Finalmente chega o Douglas Landgraf com uma bomba de chimarrão (pô Filipe, essa foi triste) e depois de uns mates o cérebro sai do modo uni-neurônio. Começou a chegar gente pra fazer inscrição, começaram a chegar donativos, e eu lembrei que obviamente ainda tinha que terminar minhas apresentações pra duas palestras (ainda bem que eram só à tarde).

Começou a encher de gente, vários amigos chegando, colegas do trabalho atual, de outros trabalhos antigos, e inclusive uns tanto do trabalho atual quanto de outros trabalhos antigos (vai entender). Depois da primeira enxurrada de gente e donativos que ajudei a organizar (me especializei em ensacar sacos de donativos) fui correndo pra abertura do evento. Mais uma vez o Leo manda aquela abertura ótima, algo como "é isso aí gurizada, estamos um pouco atrasados então vamos lá. É um prazer estar aqui, espero que gostem do evento e mãos à obra!". O TcheLinux prega muito o método "shut up and hack" e no evento não poderia ser diferente... "Bom dia a todos, vamos fazer desse um ótimo evento e agora se mandem pras palestras que é o que importa!".

Me mandei pra sala onde seriam minhas palestras, mais tarde, e me dediquei ao meu esporte predileto: dar palpite nas palestras dos colegas. Algumas pessoas ficam mais nervosas do que outras, algumas começam a palestra meio fechadas ou rígidas, e inclusive o público às vezes está meio frio. O que eu faço? Entro na sala e largo uma piada ridícula. :D Nem fico (mais) vermelho, mas com a descontração do público e do palestrante a tensão desaparece e a palestra se torna quase uma conversa entre amigos. E, na minha humilde opinião, é pra isso que nós fazemos os eventos: para que as pessoas interajam e saiam com mais conhecimento. Todas as pessoas, inclusive os palestrantes.

Cheguei na palestra do Maraschini, sobre pipes, e vi que ela está melhor do que foi em Santa Maria. Mais uma prova de que todos aprendem nos eventos, inclusive os palestrantes. Com a interação da platéia e algumas conversas entre amigos, a palestra de repente se torna mais do que havia nos slides. E aí entra o Douglas, com a sua palestra mutante sobre como colaborar com o desenvolvimento do Linux. Tem tantos assuntos que podem ser falados, aspectos técnicos, culturais, comportamentais, ou mesmo simples procedimentos. Como essa palestra não é rigidamente estruturada, eu aproveito pra dar pitaco a toda hora, e não raro algum ouvinte faz algum comentário que vira uma sub-palestra de uns 15 a 20 minutos. É uma conversa entre iguais, onde quem está na frente apenas tem a responsabilidade de manter um pouco o foco e o caminho dos assuntos. Essa é a troca que eu mais gosto nos eventos do TcheLinux: a gente nunca sabe exatamente onde uma palestra vai parar, mas tem certeza que vai aprender algo que não esperava (ainda mais quando estão na sala o Luis Claudio, o Arnaldo e o Eduardo, velhos colegas e amigos, para trazer mais experiência para as conversas).

Próximo do almoço eu finalmente terminei minha primeira apresentação. :D A segunda já estava parcialmente pronta, e francamente a segunda palestra que eu apresentei acabou sendo tão abrangente que os slides não adiantariam muito. Vou evitar fazer palestras assim tão grandes no futuro, e parar de estourar o tempo das palestras (já estou queimando a paciência dos amigos com minhas palestras sem fim).

Logo depois do (farto) almoço, o Luis Claudio conseguiu uma proeza: ninguém dormiu na palestra dele! O assunto, Real Time Linux, é bem interessante, e o Luis Claudio domina o assunto e a platéia... acabei fazendo só uma ou duas intromissões, já que não conseguia ficar quieto. Aí vem o Arnaldo, e nos esmaga com sua apresentação animal sobre as tecnologias atuais de depuração do kernel, sua motivação, história e estado atual. Algumas das tecnologias que ele falou ele mesmo criou, adaptou ou ajuda a desenvolver. É difícil achar um evento no Brasil onde esse tipo de assunto fosse falado por alguém tão íntimo com estas tecnologias. Ficou legal o link entre a minha palestra e a do Arnaldo, porque ele falou de várias tecnologias, inclusive SystemTap, e depois eu aprofundei e demonstrei com exemplos como usar SystemTap.

Terminada a palestra do Arnaldo, eu levo meu notebook pessoal, chinelão, pro projetor e nada (eu já esperava). Aí peguei o notebook da Red Hat, esse com pedigree, e nada também. Putz! O ThinkPad nunca negou fogo pra um projetor de vídeo antes! Acabei tendo que usar o notebook do Arnaldo e perdi vários minutos no início da apresentação sobre SystemTap (que, aliás, gostei bastante de apresentar). Consegui acabar a palestra de SystemTap quase na hora que deveria (ei, dá um desconto já que deu problema no notebook), tomei um copo d'água e já continuei falando começando a palestra sobre diagnóstico de problemas não triviais em redes TCP/IP (com Linux, obviamente). Eu realmente preciso fechar um pouco mais o escopo dessa palestra, sempre estoura o tempo.

Tinha muito mais gente na palestra de TCP/IP do que na de SystemTap, o que é de se esperar, já que o assunto interessa a quase qualquer pessoa da área de informática hoje em dia. Fiquei com a sensação de que eu fui melhor na de SystemTap, talvez porque o escopo era menor e mais focado, porém menos gente viu ela. Aí quando lota a sala na de TCP/IP eu acabo falando de tantas coisas que nem olho pros slides pra saber onde eu deveria estar. "Na próxima eu melhoro", eu sempre prometo.

Acabadas as minhas palestras, eu corri pro auditório pra fazer o painel sobre trabalho com software livre. Eu nem tinha idéia do que seria conversado, mas foi bem divertido, e acho que foi instrutivo para quem estava lá. Tendo o Arnaldo, eu, o Aurélio e o Leo fazendo uma ponta também, com o CASantos pra moderar, até que tinha bastante variedade de opiniões e experiências. Achei muito legal que algumas pessoas da platéia participaram bastante, com opiniões e informações que geraram boas discussões. É esse o ponto! Os eventos são pra isso, interagir e todos crescerem com o debate. Acho que atingimos o objetivo.

Aí ficou tranquilo... encerramento, agradecimentos, abraços nos velhos amigos. Não consegui comprar o livro de shell do Aurélio, nem as canecas do grupo que eu queria, mas isso me deixou feliz! Melhor que tenham ido para pessoas que estão começando e bem motivadas do que para um macaco velho como eu (já fazem 14 anos que fuço em Linux).

Me despedi do pessoal todo e fui correndo visitar meu irmão. Já eram mais de 19h30. Fiquei na casa dele exatos 5 minutos e ele me levou correndo pra rodoviária. Cheguei na rodoviária às 20h30, entreguei a passagem, subi no ônibus e ele partiu.

Viajei no total 13 horas e 30 minutos, e fiquei em Porto Alegre 15 horas. Foi quase meio-a-meio, e eu obviamente estava completamente exausto. Mas essas 15 horas foram fantásticas. Pude rever bons amigos, aprender, ensinar, fazer novos amigos, e ajudar inclusive gente que eu nem conheço a ter o que comer. Dei pitaco em 4 palestras, apresentei duas e participei de um painel. ACTION PACKED!

Sinceramente, os eventos do TcheLinux estarão sempre entre os melhores sábados que já tive. Espero que novos membros comecem a se engajar na organização dos eventos e mantenham esse espírito vivo.

Wednesday, May 30, 2007

Em verdade, em verdade vos digo

"Deixar a vida nos levar" é um misto de covardia e irresponsabilidade. "Viver o momento" é estar absolutamente consciente e atento, é procurar experimentar a Verdade. Não são os instintos que nos tornam humanos. Os instintos nos tornam plantas. As emoções nos tornam animais. A razão nos torna humanos. A Vontade é requisito da Liberdade. Você já identificou um arquétipo hoje? The Matrix has you, Neo.

Monday, March 26, 2007

Tchelinux's Software Libre Seminar in Pelotas

IMHYBO (In my humble yet biased opinion) it was a great success!

We had around 300 people attend, collected around 600Kg of food for those in need, and everyone had a great time organizing, presenting and attending talks. I was really impressed with the interest of the participants, and the age distribution. It was really great to see talks about fairly complicated subjects, such as steganography, virtualization and internals of the linux kernel being attended by both fairly young and fairly "experient" :) people.

Personally, I barely looked at the slides for my talk about the workings of the TCP/IP and networking in general inside the kernel. The audience had so many questions and comments that the talk was more of a guided tour, with their questions leading the way.

I want to present my deepest THANK YOU to Marilton, from UCPel, who got us all the infrastructure we needed for the event, in such short notice. I don't think there was a single problem or issue throughout the whole day.

And of course, THANKS to all my friends at TcheLinux! If we keep on maintaining such great quality at our events, we're surely going to make people understand what the spirit of Software Libre is all about. We just gather together and make things happen, no frills or large egos to stand in the way, and in the end everyone wins.

Thursday, May 11, 2006

Old passions revisited: linux-ha and kernel hacking

Wow, long time no post. As usual. Anyway I decided to write something to mark this moment when I'm slowly going back to my most pleasurable mind games: Linux High-Availability projects and Linux kernel hacking for fun and profit. I'm slowly finding the old mailing lists, checking the archives, setting up mail filters to keep the sanity level on average, reading up on articles and whitepapers... all the pleasing activities of simple and uncompromised curiosity/creativity.

This is not to mean I'm not using OpenBSD anymore. I'm still in love with OpenBSD and still think there are lessons to learn there. Lessons of simplicity, correctness and cleanliness. My HDs will always carry an A6 partition from now on. :-) It's just that most of my friends are Linux people, and it's easier for me to find ways to participate and contribute on Linux than on OpenBSD, which is not that well known where I live. And it's also surely easier to find Linux development jobs.

Now that I have the time and resources to participate better in the "community", I've been remembering the forgotten "warm fuzzy feeling" of helping people on mailing lists, coding and simply sending patches away, just helping. Maybe that's the reason why I hadn't been feeling quite myself in the last several months. Kernelnewbies, here I come! (BTW, Happy Birthday Rik! Live long and prosper!)